Santa Rita – Tubulações Galvanizadas Unidas por Acoplamentos

Santa Rita - Tubo Galvanizado Unido por Acoplamento

Adutoras galvanizadas são comumente utilizadas em projetos de irrigação ou para transporte de águas pluviais em viadutos, indústrias e edifícios. No entanto, esta aplicação tem se mostrado efetiva também em tubulações emergenciais que suprem a crise hídrica brasileira.

Sabe-se que a seca é um problema que se estende há décadas e gera inúmeras deficiências socioambientais, trazendo um baixo IDH e sofrimento às famílias que vivem nestas condições, além de desenvolvimento nulo da região afetada. Oferecer soluções duráveis, rápidas e com custo/benefício vantajoso – como as adutoras emergenciais galvanizadas – ultrapassa uma simples relação comercial entre compra e venda de produtos. Entra a questão social e humanitária, ao saber que por causa destas tubulações, pessoas são salvas da sede e da fome, podendo viver com maior dignidade.

As dimensões usuais para estes tubos de aço variaram nos diâmetros de 273mm até 622mm com espessuras de 2,00mm até 4,75mm. E, segundo a Norma ABNT-NBR 6323, com camada média da galvanização de 70µm.

A escolha do sistema de tubos helicoidais em aço, galvanizados e unidos por acoplamentos oferece benefícios técnicos, operacionais e econômicos, uma vez que durabilidade, resistência mecânica, facilidade na montagem, agilidade na entrega e baixo custo de aquisição e manutenção são pontos essenciais para êxito do projeto.

Galvanização a Fogo

100% das tubulações de aço precisam ser galvanizadas através do processo de imersão a quente, onde o fato da peça ser revestida interna e externamente traz propriedades para o prolongamento de sua vida útil, pois proporciona proteção tanto do fluido, quando do ambiente.

A escolha da galvanização considera os seguintes pontos:

Resistência ao ambiente externo: As tubulações galvanizadas normalmente são instaladas em ambientes desabrigados, onde sua taxa de corrosão é normalmente linear com o tempo de exposição. Estudos comprovam que a velocidade de corrosão atmosférica do zinco em atmosferas desabrigadas pode resultar em uma durabilidade de 35 a 350 anos, considerando uma camada de 70µm. (2 a 0,2 µm/ano). No entanto, cada projeto possui particularidades que dependem de variáveis e avaliações para definir sua vida útil.

Resistência ao fluido transportado: Questão extremamente importante quando se trata de tubulações é adequar o revestimento ao tipo de fluido transportado, para que a operação do equipamento permaneça de forma plena pelo período previsto.

Durabilidade: A expectativa de vida de tubulações galvanizadas perdura por décadas, desde que sejam mantidas as composições químicas do fluido transportado e a atmosfera especificada.

Velocidade de aplicação: Como o processo de galvanização ocorre em minutos e sem depender de condições climáticas, a instalação final da tubulação é agilizada substancialmente.

Custo/Benefício: A galvanização a fogo possui custos competitivos se comparados a outras modalidades de revestimento, pois adota matérias primas em larga escala e processo produtivo enxuto. O transporte até o canteiro de obras dos tubos galvanizados não requer expensas adicionais, eliminando a necessidade de correções em campo. O fato de proporcionar durabilidade, proteção e vida útil expressiva faz da galvanização o melhor custo/benefício ao longo do tempo.

Custo menor de manutenção: Mesmo que a galvanização, em alguns casos, tenha um valor superior a outras alternativas de revestimento para transporte de fluidos, seu custo de manutenção ao longo do tempo é baixo e isso se acentua positivamente à medida em que as tubulações estejam instaladas em áreas afastadas e isoladas.

Preservação ambiental: Normalmente, por percorrer quilômetros de regiões não habitadas, em meio a natureza e, em alguns casos, cruzando Áreas de Preservação Permanente, o revestimento não pode possuir substâncias voláteis, tóxicas ou que, de alguma forma, prejudicam o meio ambiente. Característica esta que a galvanização não possui.

União por Acoplamentos

Além das vantagens da galvanização, outras questões são significativamente relevantes de destacar quando se soma o tubo galvanizado à união por acoplamentos mecânicos S10 ou S20 que seguem a norma AWWA C-606.

Proteção do revestimento: Como a união neste sistema ocorre sem o uso de solda, o processo é totalmente simples e limpo de realizar. Sendo esta, uma questão fundamental para que a integridade do revestimento seja mantida, não necessitando métodos especiais ou correções em campo.

Fácil manutenção do revestimento: Pelo fato da tubulação, na maioria dos casos, ser aérea, a manutenção ao longo dos anos pode ser feita sem grandes desgastes operacionais e a custos inferiores.

Mobilidade: A galvanização proporciona durabilidade da tubulação por décadas. E, na medida em que os acoplamentos são fáceis e ágeis de se instalar, a adutora pode ser removida ou realocada a outras regiões de acordo com necessidades pontuais ou mesmo sazonalidades.

Todas estas especificidades são plenamente contabilizadas no payback do investimento, tornado extremamente vantajoso o uso dos tubos helicoidais galvanizados em associação aos acoplamentos S10 e S20. A Santa Rita trabalha com tecnicidade, coerência e seriedade para garantir excelência no produto, vida útil e retorno do investimento aos seus clientes.

Referências Bibliográficas:

  • ABNT NBR-6323 – Galvanização por imersão a quente de produtos de aço e ferro fundido (2015).
  • AWWA C-606 – Grooved and Shouldered Joints
  • C. J. Slunder e W. K. Boyd, Zinc: Its Corrosion Resistance, Zinc Institute Inc., New York, 1971.
  • E. Mattson, Tek. Tidskr., 98: 767 (1968).
  • ISO 1461:1999 “Hot dip galvanized coatings on fabricated iron and steel articles – Specifications and test methods”, International Organization for Standardization (ISO), Geneva, Switzerland.
  • Pannoni, Fabio Domingos – Princípios da Galvanização a Fogo
  • Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental: Composição Química de Águas do Cristalino do Nordeste Brasileiro, v.3, n.1, p.11-17, (1999)
  • T. Biestek e J. Niemec, Proc. Inst. Mech. Precyz., 14(2): 38 (1966).

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